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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Anacronismo ou o post de mé(r)dia


O papel dos média digitais na Idade Média e a sua influência na população da classe média.

Aposto que estão a pensar:
-Este c*ralho não tem mesmo o que fazer!

Por incrível que pareça até tenho, mas tento conseguir sempre um pouco de tempo para arranjar merdas para desperdiçar o vosso.

Confusos? Bebam água.

terça-feira, 24 de julho de 2007

O destino conspira contra mim!

Andava eu todo satisfeito porque tinha descoberto um modo de propagar coníferas por estacas. Um método infalível de um mestre japonês de bonsai...

Tenho andado muito atarefado com trabalho, mas esse não é o problema, pois arranjo sempre um tempito ao domingo e posso sempre contar com a ajuda prestável da fillhota (tem três anos, ainda tem paciência para mim) .

O grande problema é que o método chama-se:
"Estacas em pleno Sol".

Vocês viram onde para o Sol? Pois...eu também não! Estamos em Julho, finais de Julho!
Ainda por cima está um vento medonho, o que é óptimo para diminuir ainda mais as hipótese de alguma estaca pegar!

Tudo bem, o povo anda todo constipado e ninguém pode passar uns diazitos de férias na praia.
Mas o que é isso comparado com o insucesso das minhas experiências?

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Clima e queixas. O ciclo interminável terminou!


Acabaram as estações do ano! O clima começou a cagar p'ró calendário, está calor hoje, amanhã rapa-se um frio medonho e ontem choveu. Para a semana cai granizo na segunda, de terça a quinta vem uma vaga de calor perigosa seguida de aguaceiros para o fim-de-semana. F*da-se!!!

Não há guarda-roupa que resista, além disso nunca acertamos na indumentária. Saímos de T-shirt cai granizo, se levamos camisola e impermeável vem a vaga de calor. O que serve de consolo é que podemos gozar com os colegas de trabalho quando acertamos e eles não...
-Tás cheio de calor! -Oh filha vais p'rá neve?

É uma cagada que chateia o mundo inteiro, mas isto tem repercussões muito mais graves para o povo português pela sua especificidade e modo de ser. Qual é a coisa que o português mais gosta de fazer? O que é que todo o português faz desde que se levanta, desde a peixeira ao advogado, passando pela puta e pelo ministro?

Exato!!! Queixa-se de tudo e mais alguma coisa.
A queixa preferida dos portugueses, que é mantida intacta por gerações e à qual recorremos quando não nos lembramos de outra ou estamos preguiçosos, é baseada nas estações do ano.

Ou seja:
Outono - Mas que estação do ano mais deprimente. As árvores sem folhas, tempo nublado, nem frio nem calor. Tempo estúpido, nunca mais chega o Verão!! Aiii as praias...
Inverno - Que frio do caralh*, nunca mais vem o verão!!! Tou cheio de andar encasacado, a porcaria do carro não pega. Aiiii, que saudades do Verão e dos calções, dos chinelos de dedo, da água do mar.... ai ai
Primavera - Merda de chuva, entranha-se em tudo! Nunca mais vem o verão...já era para estar mais quente!! aii o verão que nunca mais chega...
Verão - Put* que pariu o calor!! Nem se respira, a relva secou toda, lá foi o jardim c'o caralh*, ainda por cima não há água. Ardeu tudo, fazia falta era uma chuvinha, e que o tempo arrefecesse... aiii que saudades de um par de calças e uma camisolinha quente, tou farto de andar de calções. Ahhh noites à lareira a beber um café quente...


...e o ciclo continuava. Era tão bonito, passava de geração em geração.
Agora o máximo que podemos dizer é:
-Mas que tempo maluco!
-Pois, nunca se sabe como vai estar!

NÃO HÁ DIREITO!

quarta-feira, 28 de março de 2007

Metereologia fragmentada



Era uma noite chuvosa de inverno, humm não, é muito batido...
A chuva batia no vidro da janela insistentemente -parece melhor- e a melancolia imperava na sala
de jantar, até o cão da família parecia estar tomado pelo torpor.

A maioria das pessoas pensa que nós somos influenciados pela natureza, pelas condições atmosféricas,
mas na realidade o que se passa é precisamente o oposto. A natureza que nos rodeia é extremamente
maleável e moldável ao nosso estado de espirito. Eu compreendo a estupefação, mas eu posso provar
o que digo...
Quando estamos tristes a chuva é fria e assemelha-se a lágrimas, o céu é escuro e
ameaçador e o vento uiva dilacerante, se pelo contrário estamos alegres a chuva é forte e
rejuvenescedora, alimenta a terra com a sua energia, o céu é límpido e existe uma magia no ar,
o vento é forte e limpa a atmosfera. Já se está sol, e estamos tristes, o ar está seco e desagradável
custa a respirar, a terra geme, tudo é melancolia. Mas se estamos bem dispostos a natureza sorri,
o sol brilha e energiza o ar, o vento torna-se uma brisa refrescante, leve e agradável.
Se pensarem bem e recordarem momentos
marcantes da vossa vida, veêm que tenho razão. Os mais pragmáticos dirão que o que digo é uma estupidez
porque ao mesmo tempo existem pessoas alegres, tristes, zangadas, resignadas, etc. mas a verdade é
que a natureza é muito complexa e fragmenta-se em vários planos, camadas, dimensões, comprimentos
de onda, canais ou como lhe preferirem chamar. Eu chamo-lhe camadas porque para mim é o mais lógico,
pois como trabalho com camadas muitas vezes na minha profissão e fora dela quando trabalho com software
de tratamento de imagens (quem usa gimp ou photoshop sabe do que falo)...tou-me a desviar! Então
cada ser vivo molda uma determinada camada segundo o seu estado de espírito. Raras vezes pessoas próximas
atingem a mesma camada e a natureza é lhes mostrada segundo o mesmo prisma, é uma experiência mística,
inesquecível.
Podem dizer: Ah, mas somos nós que vemos a natureza conforme o nosso estado de espírito! Isso parece muito
lógico e real, mas apenas porque foi isso que nos ensinaram a todos e é repetido constantemente.
Não é, no entanto, verdade e eu vou-lhes dizer porquê. Se assim fosse então todos veriamos a mesma chuva, o
mesmo vento, as mesmas nuvens e o mesmo sol, mas... segundo o nosso estado de espirito, a uns pareceria
alegre, agradável e inspirador enquanto que a outros triste ou lúgrube e ainda a outros deprimente ou
angustiante. Não me parece que a mesma imagem desse azo a tão diferentes e por vezes opostas interpretações.
Além disso existe outro facto que contraria essa teoria,facto esse que não posso revelar de momento.