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segunda-feira, 9 de abril de 2007

Mosquedo


Sonhei que era uma mosca presa numa teia de aranha, que quanto mais se debate mais presa fica... (a aranha tem casaco azul)
Vê toda a sua vida a passar como um filme, as vacas borradas a tentar acertar-lhe com o rabo,
os poios, a fruta podre, os bichos mortos...
O que vale é que a vida da mosca é muito curta, já começava a meter nojo! É daqueles filmes em
que não se pode comer pipocas, corremos o risco de as vomitar!

Ainda estou confuso com a mudança horária, é esquisito ser dia até tão tarde. Agradável, mas
estranho. Estou com mudança horária-lag (é como o jet-lag mas sem avião).
Além disso, ando com alucinações talvez por causa dos ambientadores eléctricos, cada vez que ligo a televisão vejo ou ouço um pimbarolho (termo usado para designar cantor pimba).
Aproveito que estou a falar de Português correcto, para vos pôr a par de uma inovação.

Para designar um grupo de qualquer coisa acrescenta-se edo (lê-se êdo), por exemplo:
mosca - mosquedo (Numa vacaria... -Tá aqui um mosquedo!)
gaija - gaijedo (Numa discoteca bem frequentada -É só gaijedo!)
puta - putedo (Na berma da estrada -Tanto putedo!)

quinta-feira, 22 de março de 2007

Pimba e gramática


Antes de mais, uma vez que eu estou generoso, queria deixar-vos uma sugestão:
www.portalpimba.com vale mesmo a pena dar uma olhada... uma dica, procurem por Ninfa Artemis e ouçam a música. Obrigado Goreti por me dares a conhecer esta pérola.

Eu estou muito contente, finalmente vejo que a ficção nacional está a melhorar. Não vou dizer
que tem óptima qualidade nem que pode competir com a estrangeira. Está a anos-luz, mas vejo
que deu um passo extremamente importante. Uma coisa que me deixava muito triste era quando estava a ver um filme ou uma novela portuguesa e num momento de tensão ou violência, os diálogos eram completamente ridículos. Principalmente para os habitantes do norte do país. Vou exemplificar:

Um dos personagens chuta com força as partes baixas do outro, os diálogos seriam:
-Aaah, que coisa desagradável de se fazer, dói que se farta.
-Não tenho pena nenhuma que lhe doa, o menino fez por merecer isso.
Além de totalmente irrealista este diálogo dá vontade de vomitar.

O correcto seria algo como:
-Ah , grande filho-da-p*ta, cabrão do caralh* vou-te f*der os cornos!
-Incha porco do caralh*, f*de-te p'raí.

Pois é, a noite passada assisti a um diálogo bem jeitoso na novela da SIC vingança.
O Santiago (herói) apanhou o Lourenço (vilão, ou um deles, responsável pela morte do pai do Santiago) enrolou-lhe o fio do telefone à volta do pescoço e disse-lhe algo como:
-Cabrão és um merdas, filho-da-p*ta, cabrão do caralh*...(e depois repetia-se muito à volta destas palavras).
Convém dizer que a situação pedia, quer dizer...o gajo traíu o pai dele e foi um dos responsáveis pela sua morte.
Resumindo gostei, não pelo uso do palavrão em si, mas pela aplicação correcta, na altura certa. Pois nalguns filmes portugueses usa-se o palavrão quando não é preciso e na altura certa ele não aparece.

P.S. -pensam vocês (para verem que eu sei como vocês são tramados):
-”este gajo tem uma moral do caraças, reclama porque não usam palavrões na ficção portuguesa e aqui escreve os palavrões todos de forma incompleta com asteriscos pelo meio...”
Mas existe uma explicação. É que. quer os filmes quer as séries, têm classificação e na televisão dão em horário tardio, só vê quem quer. Aqui pode chegar qualquer um. Tendo dito isso se ainda não estão convencidos, fodei-vos caralho! :)